| 29 Janeiro 2007 |
| Mercado informal |
Acabei de ouvir na rádio que hoje é o dia do vendedor ambulante. Para"promover" o dia fizeram uma série de brincadeirinhas para os ouvintes participarem , imaginando produtos para vender e fazendo uma breve propaganda. Umas foram bem criativas, com versinhos e tudo mais. Outras beeeeem pobrinhas, mas divertidas, como o cara que lembrou de quase todos os artigos que se vende no centro da cidade, da borracha para panela de pressão ao desentupidor de fogão a gás.
Antes eu achava muito chato esse lance de ter que existir um dia para uma determinada coisa. Agora acho interessante por que gasto alguns minutos do meu dia fazendo uma breve reflexão. Voltando ao assunto do vendedor ambulante, deve ser uma vida bem difícil essa de ficar o dia inteiro no meio da rua, sem horário certo para nada, sem garantia nenhuma de que o produto à venda será comprado, roubado ou confiscado. Já pensou nisso?
Ok, entra muita coisa no meio como os impostos que não se arrecada, por exemplo. Mas são pessoas que estão lá, batalhando e tentando sobreviver nessa sociedade caótica e pior: oferecendo produtos embaixo de um sol escaldante, comendo fumaça e absorvendo altos níveis de poluição sonora.
Ajudei vocês a refletirem um pouquinho? Espero que sim, embora eu relamente não saiba como mudar e não tenha nenhuma idéia aplicável. Para descontrair um poquinho, ainda procurei um vídeo da Elis Regina cantando "menino das laranjas" mas não achei. Quem não conhece, vale a pena ouvir! (não é baixo astral não, garanto)
*** Enquanto não consigo pensar em alguma coisa realmente aplicável e acessível para a maioria das pessoas, deixo outro tema para reflexão. Convoco todos para o estabelecimento do dia nacional de combate aos puxadores de conversa em fila.
Aguardo adesões e sugestões para os dois assuntos. |
postado por Láris @ 16:02   |
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| 4 comentários: |
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Ah, eu penso como você: mesmo sabendo que eles não estão pagando imposto, etc, ainda tenho dó porque sei que é uma atividade extremamente insalubre. E também acrescento os idosos que ficam vendendo doces por aí pra completar a aposentadoria, sabe? Que dó, gente! Já trabalharam a vida toda e pra sobreviver ainda têm que ralar mais ou pouco.....
Bjs
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É mesmo, é mesmo. Falou tudo o que penso, portanto ao próximo tema: pode me botar na lista em apoio ao dia dos puxadores de conversa em fila. Ou no ônibus também, né? Eu sou super antipática... Se a pessoa fazum comentário qualquer eu dou meu sorrisinho monalisa e finjo que recebi uma mensagem no celular.
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:D não conte comigo nem pra saber as horas enquanto estiver numa fila! fila é sinônimo de burocracia e chatice, e enfrentá-la é uma tarefa que se torna mais fácil apelando à introspeccção. tipo, mp3 player, livro ou revista são bons companheiros.
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Rapaz, deve ser horrível ser vendedor ambulante, principalmente numa cidade quente como essa. Além de aguentar o calor, os milhões de quilômetros andados, ainda tem que aguentar o mau humor das pessoas. É mesmo uma profissão desgastante. Que nem pedreiro, rapaz, que ainda tem que levar peso e quebrar paredes.
Mas são profissões dignas, né? Isso conta.
Beijo!
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Ah, eu penso como você: mesmo sabendo que eles não estão pagando imposto, etc, ainda tenho dó porque sei que é uma atividade extremamente insalubre. E também acrescento os idosos que ficam vendendo doces por aí pra completar a aposentadoria, sabe? Que dó, gente! Já trabalharam a vida toda e pra sobreviver ainda têm que ralar mais ou pouco.....
Bjs